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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

IBGE lança o primeiro mapa da cobertura e uso da terra no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lança nesta quarta-feira (8/12) o primeiro Mapa da Utilização e do Uso da Terra no Brasil, produto inédito que revela dados sobre a história e as tendências de ocupação e utilização do território nacional. Apresentado na escala de 1:5.000.000, o mapa pode ser acessado no site do IBGE.

O mapeamento temático permite visualizar concentrações e direções que o uso da terra desenha no país. A lavoura temporária se organiza desde a região Sul, se estende pelo Sudeste e entra na região Norte através da abertura de frentes de ocupação mais recentes. A pastagem plantada tem grande expressão na região Centro-Oeste, onde desde 1985 vem substituindo a pastagem natural.

A maior área de incidência do extrativismo vegetal está na região Norte, onde a cobertura da vegetação representa a principal reserva de biodiversidade do mundo, apesar dos desmatamentos; enquanto a região Nordeste se destaca pela grande diversidade de usos agrícolas e extrativos.

Censo

O estudo transforma em imagens os números do último Censo Agropecuário (2006) e disponibiliza os dados em nível de setor censitário, que corresponde à menor unidade de recorte territorial para fins censitários. Traz ainda informações sobre extrativismo, mineração, unidades de conservação, terras indígenas e usos das águas, provenientes de fontes diversas.

Os resultados são indispensáveis para o desenvolvimento de estudos e ações nacionais e internacionais voltados direta ou indiretamente para o uso da terra, como a economia e a preservação do meio ambiente.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Velejar


"A poesia do som
das cores do ato
do momento
surgem em rimas casadas
brincando com vento
como esta que invento
Jogando com palavras
Lançando-me ao mar
Rimando Manicaca, Catraca
Caçar ou soltar
E se isso não bastasse
Me permito viajar
Suspender o ferro e iniciar
A viagem sonhada
Embalado pelo mar
Pensando nos quadros,
Nas fotos, na vida
E simplesmente
Velejar.”

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Amazônia Legal já conta com um novo macrozoneamento ecológico-econômico


Um Decreto publicado na quinta-feira (2/12), no Diário Oficial da União, estabelece o Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal (MacroZEE).

Segundo o decreto, o MacroZEE da Amazônia Legal será articulado com os processos e instrumentos de planejamento estaduais, em especial com os Zoneamentos Ecológicos Econômicos (ZEEs).

O MacroZEE da Amazônia Legal estabelece dez unidades territoriais denominadas segundo estratégias principais de produção e de gestão ambiental.

O texto foi proposto pela Comissão Coordenadora do Zoneamento Ecológico e Econômico do Território Nacional (CCZEE), apoiada pelo Consórcio ZEE Brasil e composta por 14 ministérios. Entre janeiro e março, o MacroZEE estará em consulta pública.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Levantamento mostra que 24 cidades correm risco de surto de dengue

Uma atualização dos resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) revela que, entre os 370 municípios que já realizaram o levantamento, 24 estão em risco de surto em sete estados têm risco de surto de dengue. Nessas cidades, há registros de larvas de mosquitos em mais de 4% de residências pesquisadas.

O Nordeste concentra os locais com maior risco de epidemia com 42 municípios estão em situação de alerta. Entre as cidades em risco estão as capitais Rio Branco, no Acre, e Porto Velho, em Rondônia.

Pernambuco é o estado com maior número de cidades que está à beira de um surto da doença, dez em todo o estado. No município de Afogados de Ingazeira, no sertão do estado, o índice de infestação é de 11% das casas.

O Rio Grande do Norte aparece em seguida, com quatro municípios em situação crítica. Bahia e Minas Gerais têm três cidades da lista de risco. No Acre são duas cidades e no Amazonas e em Rondônia, uma.

Os municípios em situação de alerta, com índice de infestação entre 1% e 3,9%, são 154, incluindo 14 capitais. Outras 192 cidades brasileiras estão em situação satisfatória, com focos de larvas em menos de 1% das residências.

Das 427 cidades que se propuseram a fazer o LIRAa, o ministério aguarda a consolidação dos dados em 127. Há três semanas, o Ministério da Saúde havia divulgado o primeiro resultado parcial do LIRAa 2010, quando 300 municípios haviam concluído o levantamento, inclusive BH que apresentou índice de 0,9%, considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde.

A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros por região. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, em especial nos municípios em risco e em alerta.

* Com informações do estado de Minas e Agência Brasil

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

IBGE sedia reunião do Comitê Permanente para Infraestrutura de Dados Geoespaciais das Américas

Até essa sexta-feira, dia 3 de dezembro, diretores dos institutos de geociências do Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba e México reúnem-se no IBGE para planejar, implementar e dar prosseguimento às atividades do Grupo de Trabalho Executivo do Comitê Permanente para a Infraestrutura de Dados Geoespaciais da América (CP-IDEA), presidido pelo Brasil.

Um dos objetivos do encontro é levantar e difundir as informações sobre as infraestruturas de dados geospaciais existentes nas Américas, além de avaliar o estágio de desenvolvimento de cada uma delas.

As conclusões da reunião vão ajudar a fortalecer estratégias de articulação, comunicação e colaboração para promover a produção, acesso e uso dos dados geoespaciais das Américas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quebrando paradigmas: como usar o geoprocessamento para o benefício da sociedade

No final do século XIX e início do século XX, um grupo de pesquisadores estudava uma forma de combater inúmeras doenças e detectou que grande número destas tinham vínculo com a água contaminada, expondo a população aos agentes patogênicos presentes na água.

Na década de 20, o engenheiro Geraldo Horácio de Paula Souza foi empossado Diretor Geral do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo e incumbido de enfrentar uma epidemia de febre tifóide que afligia a capital paulista. Geraldo identificou a causa da epidemia como a água que era retirada do rio Tietê na época e determinou a cloração da mesma para abastecimento público. Em meados de 1926, foi implementada essa técnica na distribuição de água potável à população e os resultados atingidos podem ser conferidos pela figura a seguir.

Hoje, os municípios brasileiros possuem seus sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitários geridos por companhias municipais ou estaduais, através de corpo técnico especializado. Essas empresas de saneamento necessitam conhecer e gerenciar tais sistemas, tanto na área de produção, tratamento e armazenamento de água quanto na distribuição aos seus consumidores, realizando inúmeros processos para garantir a qualidade nos serviços sob sua responsabilidade.

Além das unidades operacionais (estações de tratamento, estações elevatórias, reservatórios de água, entre outras) e seus cadastros técnicos de água e esgoto (redes e conexões) atualizados e georreferenciados, uma base geográfica de consumidores é imprescindível para aprimorar a qualidade dos serviços prestados pela empresa.

Parceria gera cinco filmes inéditos para o SUS

A VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz produziu série de cinco vídeos sobre o controle de doenças negligenciadas e os impactos na saúde pública, temas que, em geral, ganham pouco espaço nos veículos tradicionais de comunicação. Temas como Leishmaniose visceral (LV), esquistossomose e Doença de Chagas foram abordados. A equipe da VideoSaúde produziu os vídeos em sete meses, de abril a novembro de 2010. O resultado poderá ser conferido na 10ª Mostra Nacional de Experiência Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), que começou nesta quarta-feira (24/11) e prossegue até sexta-feira (26/11), em Brasília.

Os vídeos, incluídos no projeto "Comunicação em Saúde: Produção Audiovisual em Vigilância em Saúde", são resultado da parceria do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), ao qual a distribuidora é vinculada, com a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (SVS/MS).